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3. USO DO ECF COM SEPD E EQUIPAMENTO DE CARTÃO (P.O.S)


3.1. Quais são as diferenças entre ECF, SEPD e P.O.S?

O Emissor de Cupom Fiscal - ECF:

a) é equipamento lacrado, utilizado nas vendas a varejo, em que o destinatário é pessoa natural ou jurídica não contribuinte do imposto em que a mercadoria seja retirada ou consumida no próprio estabelecimento;
b) não emite Notas Fiscais modelo 1 ou 1-A;
c) não transfere crédito do imposto.

O Sistema Eletrônico de Processamento de Dados - SEPD:

a) pode emitir Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, transferindo crédito de ICMS, quando permitido;
b) pode ser utilizado para a escrituração de livros fiscais;
c) gera arquivo magnético a ser entregue ao fisco.

O Point of Sale - P.O.S.:

a) emite apenas documentos não fiscais relativos a operações de venda a crédito ou débito
b) deve estar integrado ao ECF se disponível em local de atendimento ao público

Fundamento: o equipamento ECF é regulamentado pela Portaria CAT-55/98 e suas alterações, e o SEPD, pela Portaria CAT-32/96. Ver também artigo 251, § 6º do RICMS / SP


3.2. O estabelecimento que já emite ou optar por emitir a NF-e (modelo-55) ou o usuário de SEPD para a emissão da NF modelo 1 ou 1-A, também pode operar com o ECF?

Sim. Os dois sistemas, SEPD e ECF, podem ser utilizados no mesmo recinto de atendimento ao público, desde que devidamente autorizados pelo fisco. Se o estabelecimento já emitir ou optar por emitir Nota Fiscal Eletrônica – NF-e (modelo 55) ou Nota Fiscal modelo 1 ou 1-A por meio de sistema eletrônico de processamento de dados, estará desobrigado da adoção do ECF, desde que emita esse documento fiscal para todas as operações que realizar.

Contudo, o usuário de SEPD poderá, também, adotar o ECF para emitir Cupom Fiscal apenas nas vendas a pessoa natural ou pessoa jurídica não contribuinte do imposto.

Deve, entretanto, contribuinte estar ciente de que algumas informações exigidas obrigatoriamente pela NF-e (pex. dados do destinatário) podem não ser fornecidas pelo consumidor de varejo (pessoa natural ou pessoa jurídica não contribuinte), devendo neste caso o contribuinte emitir o cupom fiscal.

Fundamento: artigos 135 e 251, § 3º, item 1, alínea "d" e item 1 do § 6º do artigo 251 do RICMS/2000.


3.3. Além do ECF, pode ser utilizado equipamento de informática para registro de dados da venda?

Sim, é admissível a utilização de equipamento de informática, no recinto de atendimento ao público, que possibilite o registro ou processamento de dados relativos à operação ou prestação de serviços, além do ECF, desde que tal equipamento esteja logicamente integrado ao ECF e que não haja impressão de qualquer documento que se assemelhe a Cupom Fiscal.

Esse é um caso típico de equipamentos que efetuam o cadastro de mercadorias em falta, cadastro de clientes, a pré-aprovação de venda a clientes de empresas conveniadas

Para uso do POS no local de atendimento, consulte a questão “Como fazer para usar operações de cartão de crédito e débito junto ao ECF

Para uso de impressora comum no local de atendimento para fins de emissão de Nota Fiscal eletrônica - NF-e ou de Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica - DANFE, consulte a questão “Que outros equipamentos podem ser utilizados no local de atendimento ao público

Fundamento: artigo 251, §§ 2º e 6°, do RICMS/2000.


3.4. Que outros equipamentos podem ser utilizados no local de atendimento ao público?

É permitido o uso de máquina calculadora, sem bobina, no “check out”, local de atendimento ao público onde o cliente efetua o pagamento e retira as mercadorias adquiridas. É proibido o uso no “check out” de qualquer equipamento que imprima comprovante a ser entregue ou mostrado ao consumidor em substituição ao Cupom Fiscal.

É permitido o uso de impressora comum não integrada ao ECF exclusivamente para fins de emissão de Nota Fiscal eletrônica - NF-e ou de Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica – DANFE, assim como impressora instalada na cozinha de restaurantes para preparo do pedido efetuado pelo consumidor.

Para uso do POS no local de atendimento, consulte a questão “Como fazer para usar operações de cartão de crédito e débito junto ao ECF

Fundamento: artigo 251, §§ 2º e 6°, do RICMS/2000.


3.5. Como fazer para usar operações de cartão de crédito e débito junto com o ECF?

Se o contribuinte estiver obrigado ao uso do ECF, o comprovante de pagamento de operações com cartão de débito ou crédito deverá ser emitido por meio do ECF; portanto, a integração entre o ECF e o TEF (Transferência Eletrônica de Fundos) é obrigatória.

No entanto, o Decreto nº 56.692 de 27/01/2011 alterou o Regulamento do ICMS, permitindo a utilização de equipamento não integrado ao ECF para registro e processamento de pagamento efetuado com cartão de débito ou crédito, desde que conste no respectivo comprovante de pagamento o CNPJ do estabelecimento usuário. Ressalte-se que esta alteração não desobriga o estabelecimento da emissão do Cupom Fiscal pelo ECF.

Vale lembrar que desde 20/11/2006 as empresas administradoras de cartão de crédito ou débito em conta corrente estão obrigadas a entregar à Secretaria da Fazenda, até o dia 20 de cada mês, as informações relativas a operações de crédito ou de débito realizadas, no mês anterior, pelos estabelecimentos de contribuintes do ICMS localizados em São Paulo, conforme determina a Portaria CAT 87/06, de 18-10-2006 (DOE 19-10-06, com republicação no DOE 20-10-2006).

Fundamento: Artigo 251, §2º e §6º do Regulamento do ICMS e Portaria CAT 87/06.


3.6. É obrigatória a impressão do comprovante de pagamento com o CNPJ no POS? Em caso positivo, quem imprime o comprovante de pagamento no ECF deverá deixar de adotá-lo para passar à adoção do comprovante impresso no POS com CNPJ?

Não, o contribuinte poderá optar por um ou por outro método.

Fundamento: Artigo 251, §2º e §6º do Regulamento do ICMS


3.7. A Nota Fiscal de Venda a Consumidor pode ser emitida por meio do sistema eletrônico de processamento de dados (SEPD) de que trata a Portaria CAT 32/96?

Não. A emissão de Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, é permitida somente por meio do ECF, ou, em talonário manuscrito, no período de queda de energia ou impossibilidade de uso do ECF, por quebra.

Em casos de não obrigatoriedade de uso do ECF, em estabelecimento com receita bruta anual inferior a R$ 120.000,00, poder-se-á utilizar talonário de Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, para emissão manual.

Fundamento: artigo 132 do RICMS/2000 e artigo 1º, § 2º, da Portaria CAT-32/96.


3.8. Quando se escritura pelo SEPD, a guarda dos registros do ECF também deve ser feita por registro magnético?

Sempre que o ECF estiver conectado a um computador que tenha condições de gerar arquivo magnético, terão que ser obedecidas as disposições da Portaria CAT-32/96, que trata dos procedimentos referentes ao sistema eletrônico de processamento de dados.

Portanto, deve-se manter o registro fiscal e gerar arquivos magnéticos em relação ao ECF, nas formas e condições previstas por essa Portaria.

Fundamento: artigo 1º, § 1º, item 2 da Portaria CAT-32/96


3.9. Que tipo de registro deve conter o arquivo magnético que o computador gera quando conectado a ECF?

O usuário de ECF que esteja conectado a computador que gere arquivo magnético deve atender a todas as especificações contidas no Anexo 1, Manual de Orientação, da Portaria CAT-32/96, na redação mais recente.

Em especial, deve-se atentar para os registros tipo 10, referente aos dados do estabelecimento informante, e tipo 60, relativo aos dados das operações cujos documentos fiscais sejam emitidos por ECF.

Fundamento: Anexo 1 da Portaria CAT-32/96

 

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